Aedes Aegypti: seja um viajante precavido

12:37


Quem aí nunca ouviu falar de alguém que foi vítima do mosquito Aedes Aegypti, ou até mesmo já sofreu as próprias consequências da ação dele? 

Pois é, recentemente minha família foi passar as férias no Ceará e resolveram ir a Cascavel, onde temos uma casa de praia.

E o que era para ser mais uma viagem inesquecível em família, cheia de boas recordações, tornaram-se verdadeiras "férias frustradas".

Todo mundo acabou sendo picado pelo tal mosquito, adquirindo, consequentemente, um dos tipos das doenças por ele transmitido (alguns pegaram mais de uma).

O Aedes Aegypti, até então conhecido somente por transmitir a dengue (doença muito perigosa que pode levar a óbito), agora também é responsável pela transmissão da febre chikungunya e do Zika vírus.

E a febre chikungunya foi a que mais afetou o pessoal na viagem, e a razão dessa “epidemia” é que o mosquito adquire o vírus CHIKV ao picar uma pessoa infectada, durante o período em que o vírus está presente no organismo, contaminando, posteriormente, outras pessoas.

Os primeiros casos, dessas duas últimas doenças, foram identificados em meados de 2014 e, apesar de parecer um tema batido, temos que reforçar a ideia e ficar em constante luta contra esses invasores silenciosos que colocam em risco a saúde da nossa família.

Os dados epidemiológicos demonstram que o Nordeste tem um dos maiores índices de contaminação pelo mosquito.

E é importante ter em mente que o uso do repelente e de inseticidas é apenas um método paliativo para evitar a picada do inseto, o verdadeiro remédio é a ação preventiva, eliminando os focos e impedindo a reprodução do mosquito.

As medidas para a prevenção dependem de cada um de nós, porém é de se destacar a importância do trabalho realizado coletivamente por toda a comunidade. Pois, você pode manter o seu quintal limpo e sem foco, mas caso o seu vizinho também não faça o mesmo, restará prejudicado todo o seu empenho.

Daí o problema de lugares onde geralmente as pessoas só passam às férias de verão, muitas acabam por deixar a casa fechada por praticamente todo o ano, e se esquecem dos cuidados constantes para eliminação do foco do mosquito.

Quando um foco for detectado e não se puder eliminar por estar em propriedade de terceiros, a exemplo de terrenos baldios, a Secretaria Municipal de Saúde da respectiva cidade deve ser acionada para que seja realizada a remoção dos possíveis criadouros.


Para reforçar o combate ao mosquito, muitos estados e municípios estão adotando medidas mais rígidas contra os proprietários de imóveis que não fazem as manutenções necessárias, aplicando-lhes multas administrativas, que dependo do estado (como o Goiás) chegam ao patamar de até 16 mil reais. 

Outra estratégia adotada é a denúncia criminal dos proprietários de imóveis com foco da dengue, com fulcro no artigo 132 do Código Penal, que diz ser crime expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto e iminente.

Após a notitia criminis, a polícia civil verificando ser o caso, abre um inquérito policial, encaminhado posteriormente ao Ministério Público, que pode fazer a denúncia à Justiça ou propor um acordo para a aplicação de penas restritivas de direitos ou multa.

E os cuidados também se aplicam para as pousadas e hotelarias, verifique, reclame e faça a sua parte!

http://www.turismo.gov.br/assuntos/5916-turismo-sem-zika.html
Pensando Direito, viaja-se mais!

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